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0017 - 1
GABRIELA SACCHETTO

0018 - 3
MARLENE STAMM

0019 - 1
RENAN MARCONDES

0020 - 2
ANA TAKENAKA

0017 - 1
GABRIELA SACCHETTO

0018 - 3
MARLENE STAMM

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RENAN MARCONDES

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ANA TAKENAKA

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GABRIELA SACCHETTO

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MARLENE STAMM

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RENAN MARCONDES

0020 - 2
ANA TAKENAKA

Tactile

feel free to touch

We begin here a new phase of the Acervo Rotativo Collection: the Tactile Works Section.
 

Recognizing the importance of accessibility, this initiative seeks to expand the sensory experience of our visitors, especially those who are blind or have low vision. In this section, we present works specifically designed to be explored through touch, offering an inclusive, thoughtful, and welcoming artistic experience. The artworks showcased here were created by artists who embraced this purpose, reinforcing our commitment to diverse modes of perception and full access to art.

0020 - TACTILE [ 001 ]
ANA TAKENAKA

ANA TAKENAKA

Artist-Narrated Audio Description of the Artwork

Olá! Fico feliz por ter você aqui. Meu nome é Ana Takenaka e sou a artista da obra Embarcações. Esta obra é composta por um conjunto de cinco esculturas em madeira, com dimensões variadas entre aproximadamente 5 e 25 centímetros. Ela foi produzida em 2024. Vou contar um pouco mais sobre ela. Apresento aqui cinco pequenas esculturas de madeira alinhadas lado a lado. Quando observadas em conjunto, elas podem lembrar uma pequena flotilha de embarcações navegando em uma mesma direção. Cada peça é construída a partir de fragmentos geométricos de madeira em tonalidades naturais que variam do bege claro ao marrom escuro. Os veios, texturas e marcas do material permanecem visíveis, revelando a presença e a singularidade de cada pedaço de madeira. Da esquerda para a direita, a primeira embarcação é a menor do conjunto. Sua base possui formato trapezoidal, mais larga na parte superior e afunilada na parte inferior. Sobre ela, organizei dois pequenos blocos empilhados e uma haste vertical fina, que pode sugerir um mastro. A segunda embarcação é a mais longa. Ela possui uma base estreita e horizontal, com extremidades afiladas. Sobre esse casco estão posicionados dois blocos retangulares sobrepostos e, acima deles, uma pequena forma cilíndrica vertical, que pode lembrar uma cabine ou alguma estrutura de navegação. No centro está a terceira embarcação. Seu casco é mais curto e robusto, formado por um bloco alongado marcado pelos veios diagonais da madeira. Sobre ele repousam dois volumes encaixados, um sobre o outro. O elemento superior possui topo arredondado, semelhante a um cilindro cortado. A quarta peça apresenta a forma mais dinâmica do conjunto. Seu casco inclina-se diagonalmente para a direita e dele surge uma grande lâmina curva de madeira escura que se eleva para cima. Essa forma pode lembrar uma vela inflada pelo vento e cria o ponto de maior altura e movimento da composição. A quinta embarcação, posicionada à extrema direita, retoma uma estrutura mais simples. Sobre um casco alongado estão dois blocos verticais de alturas diferentes, semelhantes a pequenos compartimentos ou construções. Embora as esculturas sejam abstratas, busquei criar sugestões de embarcações observadas à distância. Nenhuma delas representa um barco específico ou real. Meu interesse está em explorar relações entre volume, equilíbrio, encaixe e proporção para evocar cascos, mastros, velas e outras estruturas associadas à navegação. Ao desenvolver este conjunto, procurei criar uma sensação de deslocamento silencioso. As diferenças de tamanho, forma e inclinação fazem com que cada embarcação pareça ter uma identidade própria, ao mesmo tempo em que todas compartilham um mesmo percurso. A simplicidade das formas também destaca a materialidade da madeira e abre espaço para que cada pessoa complete, com sua imaginação, as referências ao universo marítimo presentes na obra.

0427 - TACTILE [ 003]
MICHELLE ROSSET

MICHELLE ROSSET

Artist-Narrated Audio Description of the Artwork

Olá! Fico feliz por ter você aqui. Meu nome é Michelle Rosset e sou a artista da obra P1. Produzi esta escultura em madeira jatobá, com dimensões de 20 por 20 por 15 centímetros. A obra foi realizada em 2022. Vou contar um pouco sobre ela. P1 é uma pequena escultura abstrata construída a partir de três elementos geométricos que se cruzam e se equilibram no espaço. O elemento principal é uma placa de madeira espessa posicionada horizontalmente. Sua forma pode lembrar um triângulo alongado ou uma seta. A extremidade esquerda é fina e pontiaguda, enquanto a direita é mais larga e termina em um ângulo voltado para baixo. Essa peça estabelece uma forte sensação de direção e movimento. Atravessando essa estrutura, uma segunda peça de madeira se projeta verticalmente. Ela é estreita, alta e triangular. Surge por trás do plano horizontal e se eleva acima dele, funcionando como um eixo que organiza visualmente toda a composição. Na parte inferior, uma terceira peça triangular conecta-se à estrutura principal. Ela se apoia sobre uma base retangular estreita e se inclina em direção ao centro da escultura. Esse elemento sustenta o conjunto e cria uma tensão sutil entre os diferentes planos. As três partes se encaixam de forma precisa. As junções são discretas e revelam um sistema construtivo baseado no encontro entre superfícies e volumes. Não há elementos decorativos nem referências figurativas. Meu interesse está na relação entre forma, direção, peso e estabilidade. A madeira jatobá possui uma tonalidade castanho-avermelhada e acabamento liso. Os veios naturais permanecem aparentes e percorrem toda a superfície da obra, evidenciando sua materialidade. Conforme a luz incide sobre a peça, as diferentes inclinações dos planos tornam-se mais visíveis, destacando seus volumes e sombras. Embora seja uma obra abstrata, ela pode despertar diferentes associações. O plano horizontal pode sugerir deslocamento ou impulso, enquanto os elementos vertical e diagonal evocam apoio, resistência e equilíbrio. Com P1, procuro investigar relações entre estrutura, espaço e estabilidade. A partir de poucos elementos e de uma construção formal simples, busco criar uma composição marcada por precisão, tensão e equilíbrio.

0322 - TACTILE [ 002 ]
BRUNA AMARO

BRUNA AMARO

Artist-Narrated Audio Description of the Artwork

Olá! Fico feliz por ter você aqui. Meu nome é Bruna Amaro e sou a artista da obra Stardust I. Para criar esta peça, utilizei tinta acrílica, aviamentos, fio de algodão, canutilhos e miçangas bordadas à mão sobre tecido, manta acrílica e tela. A obra mede 21,5 por 21,5 por 4 centímetros e foi produzida em 2025. Vou contar um pouco mais sobre ela. Stardust I é um objeto têxtil de formato quadrado, apresentado como um pequeno painel em relevo. Sua superfície é inteiramente coberta por um trabalho minucioso de bordado e aplicação de materiais. A composição é dominada por diferentes tonalidades de azul, que variam entre azul-marinho, azul-cobalto, azul-turquesa e azul-claro. Distribuí essas cores em formas arredondadas e sobrepostas que podem lembrar escamas, ondas ou fragmentos orgânicos em movimento. Cada uma dessas formas foi preenchida manualmente com fios bordados. Os pontos seguem direções variadas, criando uma superfície rica em textura. Para contornar cada elemento, utilizei pequenas miçangas em tom azul-violeta, que desenham uma espécie de rede contínua sobre toda a composição. Entre as áreas bordadas aparecem fragmentos de superfície lisa e brilhante em azul escuro. Esses elementos refletem a luz de maneira diferente dos fios e estabelecem um contraste entre áreas foscas e reluzentes. No canto superior direito, destaca-se uma grande estrela dourada. Ela possui múltiplas pontas alongadas que irradiam a partir de um centro comum. Para construí-la, bordei canutilhos dourados lado a lado, formando linhas que convergem para o núcleo da figura. Conforme a luz incide sobre esses materiais, surgem reflexos metálicos que fazem a estrela se destacar do restante da obra. Toda a borda do painel é contornada por um cordão trançado em tom coral-avermelhado. Esse acabamento funciona como uma moldura contínua, delimitando a composição e criando um contraste vibrante com a predominância dos azuis. Quando observada lateralmente, a obra revela sua espessura. A superfície acolchoada projeta-se para frente, reforçando sua presença como objeto tridimensional. Os relevos criados pelos bordados, pelas miçangas e pela estrela produzem diferentes níveis de profundidade e sombra. Ao criar esta peça, procurei aproximar elementos que remetem tanto ao universo aquático quanto ao celeste. As formas repetidas podem evocar escamas, correntes de água ou organismos em transformação, enquanto a estrela dourada atua como um ponto de luz que organiza o olhar e orienta a composição. Meu interesse está na combinação entre bordado, cor, brilho e volume. Gosto de explorar técnicas tradicionais do trabalho têxtil e expandi-las para o campo da arte contemporânea, transformando a superfície em um espaço de construção visual e sensorial. Em Stardust I, convido o olhar a percorrer lentamente cada detalhe, alternando entre a repetição dos padrões azuis e a intensidade luminosa da estrela dourada, em uma experiência que valoriza tanto a observação quanto a imaginação.

0036 - TACTILE [ 004 ]
MATIAS PICON

MATIAS PICON

Artist-Narrated Audio Description of the Artwork

Olá! Fico feliz por ter você aqui. Meu nome é Matias Picon, sou artista do Uruguai e sou o autor da obra Cabeza de el Brabo. Para criar este trabalho, utilizei uma folha de acetato recortada manualmente por meio da técnica do stencil. A obra mede 18 por 23 centímetros e foi produzida em 2021. Vou contar um pouco mais sobre ela. Nesta obra, apresento a imagem frontal da cabeça de um tigre construída a partir de um intrincado sistema de recortes. A composição possui formato retangular com cantos arredondados. No centro, o rosto do animal ocupa quase toda a superfície. O tigre aparece de frente, com o olhar direcionado para quem observa a obra. A imagem não é construída por linhas contínuas nem por áreas uniformes de cor. Em vez disso, desenvolvi a figura a partir de dezenas de formas recortadas que se conectam como fragmentos de um mosaico. São esses vazios e contornos que desenham as listras, os pelos, os olhos, o focinho e os volumes da cabeça. As áreas mais claras definem grande parte da face. Entre elas surgem regiões em tons de cinza, preto, lilás e azulados, distribuídas de forma irregular. A sobreposição dessas tonalidades cria profundidade e ajuda a diferenciar as diversas partes do rosto. Os olhos ocupam a região central da composição e constituem um dos principais pontos de atenção da imagem. Ao redor deles, os recortes tornam-se mais densos e detalhados, contribuindo para uma expressão intensa e concentrada. O focinho aparece logo abaixo do centro. Nessa região, as formas recortadas tornam-se mais alongadas e abertas, sugerindo os pelos que se espalham em direção às laterais da face. Na parte superior, as orelhas surgem parcialmente integradas ao conjunto de manchas e recortes. Ao redor da cabeça, áreas de tonalidade cinza e escura expandem-se de maneira irregular. Essas formas não delimitam um fundo específico, mas ajudam a destacar a presença do animal e ampliam sua força visual dentro da composição. As bordas da obra preservam marcas do próprio processo de construção, como pequenas irregularidades e vestígios que remetem ao trabalho manual. Gosto de manter esses sinais visíveis porque eles revelam a materialidade do stencil e a ação direta da mão durante a realização da peça. Embora a obra represente um animal facilmente reconhecível, busco criar uma imagem que oscile entre figuração e abstração. Quando observada de perto, ela revela uma rede complexa de recortes, vazios e formas independentes. À medida que o olhar se afasta, esses fragmentos se organizam visualmente e a imagem do tigre torna-se mais evidente. Meu interesse nesta obra está justamente na capacidade do stencil de construir imagens por meio da ausência e da presença de matéria. O rosto do tigre emerge da combinação entre cortes, sobreposições e contrastes, transformando espaços vazios em elementos fundamentais da composição. Com Cabeza de el Brabo, procuro explorar a tensão entre delicadeza e força, entre fragmentação e unidade, fazendo com que a imagem surja gradualmente diante do olhar de quem a observa.

0340 - TACTILE [ 005]
JULIANA BRANDÃO

JILIANA BRANDÃO

Artist-Narrated Audio Description of the Artwork

Olá! Fico feliz por ter você aqui. Meu nome é Juliana Brandão e sou a artista da obra Quando Boiuna visitou minha casa.n.2. Para criar esta peça, utilizei tacos de piso de madeira e gravação a laser. A obra mede 28 por 28 por 3 centímetros e foi produzida em 2026. Vou contar um pouco mais sobre ela. Esta obra se apresenta como um painel quadrado construído a partir de peças de madeira encaixadas em uma composição geométrica. Ela é formada por cinco blocos retangulares de madeira de diferentes tamanhos, organizados por sobreposição e justaposição. Ao reuni-los, procurei criar uma construção assimétrica, semelhante a um quebra-cabeça de volumes planos que se relacionam entre si. As tonalidades variam entre castanhos médios e marrons avermelhados. Mantive os veios naturais da madeira aparentes para valorizar a história e a materialidade de cada fragmento. Em cada peça, esses veios seguem direções distintas, tornando visíveis as particularidades do material. Na parte superior da composição, há uma peça retangular horizontal que ocupa quase toda a largura do trabalho. À direita, um bloco vertical conecta-se a ela formando um ângulo reto. Logo abaixo, outro retângulo horizontal atravessa a obra da esquerda em direção ao centro. Na região inferior, uma peça vertical mais larga ocupa a área esquerda, enquanto um bloco horizontal completa a base do lado direito. Próximo ao centro da composição, inseri uma faixa vertical mais estreita que se diferencia das demais. Nela, realizei uma gravação a laser formada por um padrão repetitivo de formas arredondadas e sobrepostas. Esse desenho pode lembrar escamas organizadas em fileiras regulares. A gravação cria um contraste entre superfícies lisas e texturizadas. As linhas escuras produzidas pelo laser destacam-se sobre a tonalidade quente da madeira e introduzem ritmo e movimento visual à composição. As diferentes espessuras dos blocos geram pequenas sombras entre os encaixes, reforçando a percepção de profundidade e relevo. Embora a obra seja fixada à parede, procurei construir uma presença que se aproxima da escultura, explorando volume e espacialidade. A composição articula linhas horizontais e verticais para criar uma estrutura equilibrada, mas não simétrica. As superfícies lisas contrastam com a área gravada, que concentra a maior riqueza de detalhes visuais. O título faz referência à Boiuna, entidade presente em narrativas indígenas amazônicas associada às águas e à figura de uma grande serpente. Não busquei representar essa presença de maneira literal. Em vez disso, ela aparece sugerida pelo padrão de escamas inserido no centro da composição, como um vestígio ou uma memória que atravessa a matéria. Ao transformar tacos de piso — elementos ligados ao espaço doméstico e ao cotidiano — em objeto artístico, procuro aproximar materialidade, memória e imaginação. Nesta obra, geometria e textura se encontram para criar uma narrativa visual que evoca tanto a casa quanto a natureza, tanto a construção humana quanto os seres e histórias que habitam o imaginário.

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